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Ceará Fórum: Rota das Emoções - Do Maranhão ao Ceará

São Paulo, SP
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Rota das Emoções - Do Maranhão ao Ceará

Olá viajantes, fiz a Rota das Emoções há 6 meses, porém, meses antes, ao procurar informações sobre essa Rota e agências que a fazem, tive dificuldades de encontrar o que precisava, para contribuir com quem estiver pesquisando a respeito, segue aqui o meu Relato, bemmmm detalhado, prepara que lá vem textão...

RELATO ROTA DAS EMOÇÕES

De São Luís a Fortaleza, passando pelos Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacoara

De 13 a 22/07/2016

Fiz a Rota das Emoções acompanhada de meu marido, nossa agência foi a Eco Adventure Tour, de Parnaíba, no Piauí, uma das melhores da região.

Optei por essa agência por considerar esse roteiro amplo e tendo em vista suas peculiaridades, achei necessário optar por uma agência com estrutura razoável para não correr riscos e fiz uma ótima escolha, nossa viagem foi super tranquila, perfeita.

Optamos pelo Roteiro In Natura da Rota das Emoções, de 8 noites, 9 dias, opção de hospedagem Light, com trajeto Jeri-Fortaleza pelas praias. Pagamos o pernoite em Fortaleza à parte, direto com o hotel, nossas passagens para São Luís e retorno por Fortaleza adquirimos através de milhas, tudo o mais, considerando hospedagem, traslados e passeios com a Eco, parcelamos em 5x, num total de 8.000 reais para 2 pessoas.

Ficamos 1 noite em São Luís, 1 em Santo Amaro, 2 em Barreirinhas, 1 em Atins, 1 em Parnaíba, 2 em Jericoacoara e 1 em Fortaleza.

Agora, já conhecendo todo o roteiro, acho recomendável ficar mais 1 noite em Parnaíba ou Ilha das Canárias, se possível, para poder aproveitar melhor o Delta do Parnaíba por mais 1 dia e 1 ou 2 noites a mais em Jericoacoara, vale a pena curtir mais aquela vila e suas atrações, 2 noites é pouco.

Sobre a melhor época para se fazer essa viagem, creio que julho seja realmente o melhor mês para famílias. De janeiro a junho é época de chuvas na região da Rota, em julho já para de chover, as lagoas estão cheias, e nas praias do Ceará o vento ainda não é tão forte, a partir de agosto, o vento pode incomodar e muitos turistas estrangeiros chegam na região para os campeonatos de Kitesurf, lotando pousadas e tumultuando de certa forma a rotina dos lugares. A partir de setembro as lagoas dos Lençóis vão secando aos poucos, comprometendo um pouco os passeios. Assim, entre janeiro e fevereiro é a melhor época para começar a se programar, decidir o Roteiro, a agência e iniciar o pagamento, caso deseje parcelar sua viagem.

Gostamos muito de toda a logística da Eco Adventure Tour, não temos queixas, só elogios, sempre pontuais, organizados, todos os meios de transporte bem conservados, seguros e confortáveis, privativos na maior parte do tempo, pessoal bem treinado, simpático e paciente, desde o atendimento inicial na agência, através do Raphael Gavazzi, sempre muito solícito em solucionar minhas dúvidas, que foram muitas, até nossa chegada, ao final da Rota, no hotel em Fortaleza.

O roteiro é incrível, paisagens deslumbrantes dos Lençóis Maranhenses e suas lagoas, em seguida do Delta do Parnaíba, com seus rios e natureza sem igual, para então chegarmos em Jericoacoara que realmente é apaixonante, finalizando pelas praias até Fortaleza.

Esse último trecho é realmente um grand finale muito especial, praias lindas no caminho, o motorista nos levou a mirantes de onde se descortinava vistas incríveis, almoçamos a beira mar em Flecheiras onde fizemos nosso último banho de mar, enfim, achei esse sentido da Rota, São Luís-Fortaleza mais interessante do que o contrário, deslumbrante do começo ao fim.

Do que vi dos Lençóis Maranhenses, nas 3 bases por onde passamos, observei que os Lençóis estão bem conservados e preservados, se fosse no sudeste, creio que haveria muitos camelôs e barraquinhas vendendo de tudo, bem como a sujeira resultante disso, lá não, tudo limpo, tranquilo, organizado, sem nenhum vendedor por perto, tanto que se vc precisar de água e não tiver levado sua garrafinha, ficará com sede até a volta porque lá não tem ninguém vendendo.

Sobre cada local, em Santo Amaro se percorre os lençóis em Hilux 4x4 com capacidade para umas 6 pessoas nos bancos da carroceria. O acesso às dunas é feito por um caminho bonito que lembra um safári agreste, com muitos cabritos e vacas soltos pelo caminho, pastando, cavalos e jegues tb. É um passeio mágico e confortável percorrer uma extensão enorme dos Lençóis assim, com algumas paradas para banho em lindas lagoas, para fotos ou para ver o pôr-do-sol no alto de uma duna. Movimento maior de pessoas em algumas lagoas, mas tranquilo, nada que incomode.

Em Barreirinhas, só se anda a pé pelos Lençóis, as Toyotas (jardineiras) ficam aos pés da primeira duna, a chegada até lá é mais complicada que em Santo Amaro, a jardineira atravessa o Rio Preguiças de balsa para então percorrer uns 40 minutos de estrada bem rústica, na areia, entre vegetação as vezes fechada, é interessante, mas na carroceria da jardineira pula e chacoalha muito, a sensação de quem fica nas laterais é de que seremos atirados pra fora a qquer momento, não tem cinto de segurança, só no braço, pessoas com crianças pequenas podem ter muita dificuldade em segurá-las, pessoas mais idosas tb podem ter problemas nesse trajeto a não ser que sigam na cabine com o motorista, pessoas que usam lente de contato, bom usar óculos de sol o tempo todo por causa do vento.

Na volta, já anoitecendo, faz um friozinho e a espera para atravessar a balsa pode ser demorada na alta temporada. Nas dunas a quantidade de pessoas é maior que em Santo Amaro, mas andando um pouco mais se chega a lindas lagoas bem tranquilas. Visual tão bonito como em Santo Amaro, mas por se estar a pé o contato com aquela imensidão é mais sentido e cansativo, bom lembrar de levar uma cordinha, pode ser útil para ajudar alguém a subir dunas mais íngremes.

Em Atins, o caminho feito de jardineira até as dunas lembra um pouco o de Barreirinhas, mas é mais curto e pula menos, sem balsa. Nos Lençóis, tudo bem mais vazio, caminho todo feito a pé até as lagoas, ficamos na Lagoa Tropical, muito bonita, de água transparente, mas pra quem já conheceu os Lençóis de Santo Amaro e Barreirinhas, os Lençóis de Atins já deixa um pouco a desejar por não ser tão exuberante, mas é muito bonito tb.

Valeu super a pena cada centavo investido e recomendo a todos que façam essa viagem, não tem como se arrepender, porém, como relatado acima, é uma viagem mais rústica, na maior parte do tempo por estradas sem asfalto ou com asfalto esburacado, os carros, na maioria das vezes, Hilux 4x4, privativos e bem preparados, pulam ou chacoalham muito, há tb as citadas jardineiras de uso comum que não são confortáveis, ainda, os hotéis ou pousadas podem não ter o conforto esperado e encontrarem-se em lugares mais isolados, enfim, necessário um certo espírito de aventura e descontração para não se decepcionar, mas toda a natureza deslumbrante do caminho compensa qualquer incomodo, tudo lindo demais, em todos os detalhes, realmente uma Rota de muitas Emoções, de todos os tipos.

Por conta desse desconforto em alguns momentos, um deles citado acima, e algumas dificuldades que se possa ter em subir e descer de dunas, carros, barcos, lanchas e jardineiras, acredito que seja uma viagem complicada para crianças com menos de 8 anos e pessoas mais idosas, com problemas de coluna ou restrições para se locomover, pode ser inviável em alguns casos, assim sendo, bom considerar essa situação se for o caso, realmente se faz necessário um certo preparo físico, subir dunas mais altas não é uma tarefa das mais fáceis, mas é bom saber que a areia dos Lençóis, mesmo sob sol forte, não esquenta a ponto de incomodar os pés, e tb não é uma areia que afunda, dificultando a caminhada, dá para caminhar normal em boa parte do caminho até as lagoas ou até o transporte para a volta. Também não venta tanto a ponto de voar areia nos olhos, terror de quem usa lentes de contato como eu, é bem tranquilo, mas qdo se chega no Ceará o vento já se torna mais forte e aí já se tem que tomar mais cuidado.

Bem interessante nesse roteiro que fizemos onde sempre se segue em frente, nunca se retorna a um lugar, nos passeios se vai por um caminho e a volta é por outro, então vc está sempre se despedindo de uma paisagem, de um lugar, de uma vila, uma cidade, de quem te leva de um ponto a outro, e se preparando para o que virá depois.

Tb achei interessante que em um dos dias, amanhecemos no Maranhão, anoitecemos no Piauí e no dia seguinte almoçamos no Ceará, com paisagens totalmente diferentes em cada lugar, sendo dunas, rio e praias.

Uma dúvida que eu tinha antes da viagem, como ficavam as malas nesses trajetos? Bem, vão seguindo com a gente, seja de carro, jardineira, lancha, por estrada, rio, praias, o dia inteiro se necessário, até chegarmos no próximo hotel ou pousada.

Realmente é uma parte chata da viagem fazer malas, no meu caso foram 7 trocas de hotéis, muitas malas que tive que preparar, mas a expectativa de que estávamos indo para lugares ainda melhores, compensava tudo. Mas bem por isso, bom reduzir ao máximo a sua bagagem para não se complicar depois.

Roupas de banho molhadas, acontece de seguir com a gente por 2 a 3 dias sem conseguir secar, por isso sempre bom levar biquínis e sungas a mais por conta disso. Pode ser útil levar um varalzinho tb.

Também necessário levar uma quantia de dinheiro razoável para despesas com refeição e mesmo check out da pousada ou hotel, em alguns lugares como Santo Amaro e Barreirinhas não estavam aceitando cartão, seja por não aceitarem mesmo ou estarem com problemas com a máquina ou sinal, em uma delas precisamos fazer transferência bancária. Alguns restaurantes tb só aceitavam dinheiro.

Nesse nosso roteiro, só havia caixas eletrônicos 24 hs ou do Itaú em São Luís, Parnaíba e em Fortaleza. Em Barreirinhas só havia agências do Bradesco, Caixa e Banco do Brasil, nas demais, em Santo Amaro, Atins e Jeri, nada.

Importante lembrar de levar uma quantia extra para gorjetas para os prestadores de serviços, seja em hotéis e pousadas ou motoristas, pilotos de lancha, barqueiros, etc. São em geral pessoas muito simples e humildes mas muito atenciosas e prestativas, merecem esse agrado, na minha opinião.

Importante tb levar remédios para situações diversas, na maioria dos locais o atendimento médico é precário, em alguns nem farmácia tem.

Não precisamos usar repelente no corpo, não fomos incomodados por insetos, porém, em algumas pousadas tinha pernilongos nos quartos, necessário um de tomada para dormir tranquilo.

Com exceção do hotel de Fortaleza, todos os outros 6 só tinham lençóis nos quartos, as noites não eram quentes, eram normais, senti falta de cobertores e pedi em todos eles, fui bem atendida.

Sempre tinha wi-fi, sem internet. Voltagem 220V em todo o roteiro.

Feitas todas essas considerações, segue agora a programação dia-a-dia de nossa viagem:

1º dia – Chegada em São Luís – Maranhão.

Programe-se para chegar no aeroporto até 15 hs e agende um walking tour para poder conhecer melhor o Centro Histórico, apesar de mal cuidado em alguns pontos, tem lugares bonitos e vale a pena circular por lá. Dá para fazer por conta tb, mas aí seria necessário chegar mais cedo, eu acho.

Chegamos por volta de 16:20hs no desembarque, às 17 hs, o motorista do transfer ficou no carro com nossas malas e começamos o tour com o guia, , foi bem corridinho para aproveitarmos a luz do sol, mas valeu a pena, adorei ver o centro cheio de bandeirinhas, ainda das comemorações juninas e os casarões tão famosos entre outros pontos de interesse. Só depois fomos para o hotel, Brisamar, muito bom, recomendo, fiz avaliações de todos os 7 hotéis em que nos hospedamos no Tripadvisor, caso queiram mais detalhes, dê uma espiada lá.

2º dia – Às 7hs um micro-ônibus nos buscou no hotel para uma viagem de qse 3hs, descemos na estrada em um ponto da comunidade de Sangue onde um motorista, Torinho, nos aguardava e nos levou para a pousada em Santo Amaro, por estrada asfaltada, de terra e atravessando o Rio Alegre, viagem de 1 hora e meia. Depois do almoço o Torinho retornou e nos levou em sua Hilux 4x4 com bancos na carroceria para nosso primeiro passeio nos Lençóis Maranhenses, ficamos um tempo na Lagoa das Andorinhas para banho e depois fomos para a Lagoa das Gaivotas onde assistimos o Pôr do Sol. Tudo muito lindo por lá.

Pernoitamos na Pousada Cajueiro, achei bem fraquinha, não curti, detalhes no Tripadvisor.

3º dia – Às 9hs Torinho nos buscou para nosso passeio à Lagoa Betânia com tempo para banho e depois almoço no vilarejo de Betânia, com travessia de barco até o restaurante.

Após o almoço, retorno à Pousada para buscarmos nossas malas e então seguimos para Barreirinhas, viagem de umas 2hs até a Pousada do Rio, onde nos despedimos do Tourinho, já ao anoitecer, recomendo o Tourinho para suas viagens a Santo Amaro, muito simpático, prestativo e o mais importante, bom motorista, naquela região, tem que ser! À noite, fomos conhecer o centro de Barreirinhas, estava super lotado, tinha evento com música ao vivo, bem agitado, demora para conseguirmos jantar, muita espera, era sábado.

4º dia – Tivemos manhã livre, tínhamos opções de passeios opcionais mas preferimos curtir a pousada, na piscina e pescando e depois passeando até a prainha de Barreirinhas, na beira do Rio Preguiças, almoçamos na Pousada, muito boa a refeição.

Às 14 hs uma Toyota-Jardineira nos pegou na pousada e nos levou para o passeio ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, com travessia do rio por balsa e caminho bem rústico até as dunas. Lá, caminhamos até a Lagoa da Paz, muito boa, de lá fomos até a Lagoa dos Peixes, com muitos peixinhos famintos em cima da gente, nos mordendo, não dava pra ficar muito tempo nessa e logo seguimos para mais uma caminhada até a Duna para vermos mais um Pôr do Sol nos Lençóis.

Retornamos já de noite pela mesma estrada rústica, sempre pulando muito na carroceria da jardineira, depois, demora para passarmos pela balsa e enfim, pousada. Neste domingo, o centro de Barreirinhas estava bem mais tranquilo que na noite anterior.

Gostamos muito da Pousada do Rio, recomendo.

5º dia – Ás 9hs uma jardineira nos pegou com as malas e nos levou até o portinho de Barreirinhas onde uma voadeira compartilhada nos aguardava.

Iniciamos então nossos passeios pelo Rio Preguiças com paradas em Vassouras para vermos os macaquinhos, dunas e lagoa, em Mandacaru para visitarmos o Farol e em Caburé, onde fizemos um passeio de quadriciclo pela praia para vermos o encontro do rio com o mar, fica bem distante e ainda teve a volta. Após o almoço, nos levaram de voadeira e depois de jardineira para a Pousada Villa Jurara, em Atins. Esta é charmosa e estilosa, fica em uma rua de muita areia, ruim de ficar transitando a pé. Chegamos lá por volta de 15 hs e logo pegamos uma jardineira, esta por nossa conta, R$ 70,00 por pessoa, para os Lençóis de Atins, caminho mais curto e menos rústico que em Barreirinhas, caminhamos até a lagoa Tropical, muito boa, mas como já tínhamos curtido os Lençóis nos dias anteriores, já não vimos este passeio com a mesma beleza dos anteriores, tempo muito nublado, sem pôr do sol.

De lá, seguimos por estrada por mais meia hora para jantarmos os famosos Camarões da Luzia, que fica ao lado do tão famoso quanto, Camarões do Antonio. Lugares simples, o do Antonio bem mais cheio, mas gostamos dos camarões que comemos na Luzia, porção bem individual mas a preço razoável, bem saboroso e diferente mesmo, de sobremesa, uma cocada cremosa quentinha, muito boa, valeu a viagem até lá, pagamos por tudo que consumimos R$ 110,00 para duas pessoas. A Luzia estava lá, bem atenciosa e simpática.

6º dia – às 11hs uma jardineira, a última da viagem, nos pegou com nossas malas e nos levou em uma viagem curtinha até o portinho de Atins, de lá, de voadeira fomos até Caburé, onde um motorista nos aguardava e de Hilux fechada e privativa, fomos até Tutóia, com paradas no caminho para vermos de perto o Parque Eólico da região, entre outras coisas interessantes. Motorista muito simpático, esqueci o nome.

Almoçamos em Tutóia no Restaurante da Madá, previsto na programação, não foi tão bom como esperávamos. De lá, nosso motorista nos deixou no portinho de Tutóia às 15hs, onde uma lancha tb privativa, nos aguardava para nosso passeio pelo Delta do Parnaíba, embarcamos com nossas malas.

Passeio muito especial, lindo, às vezes em alta velocidade, às vezes bem devagarinho pelos mangues, onde vimos caranguejos e vimos alguns guarás que se alimentam deles. Parada ainda nas Dunas do Delta, paisagem linda com o Rio Parnaíba ao fundo, com banho de rio, muito bom!

De lá para a Revoada dos Guarás, maravilha da natureza, demais assistir centenas de pássaros retornando para a ilha onde dormem, ao final da tarde.

Várias lanchas ficam paradas, em silêncio e todos observando esse espetáculo único, o sol se pondo no rio, às nossas costas, lindo, lindo, lindo!

Às 17:30 as lanchas partem para Parnaíba, mais de uma hora de percurso em alta velocidade, chegando no Porto dos Tatus, em Parnaíba já de noite, faz frio nessa parte do percurso.

Lá, outro motorista já estava à nossa espera, de carro, nos levou para o Hotel Portal dos Ventos, esse muito ruim, só gostei da localização, dava para ir a pé até o Shopping Parnaíba, no mais, tudo muito mal conservado, bem devagar.

7º dia – Lamentei não ter mais 1 dia de Delta, o jeito era ir embora. Às 9hs outro motorista, de Hilux 4x4 fechada e privativa já estava à nossa espera, a meu pedido passou pela Eco Adventure Tour, nossa agência, desci para conhecer a agência e o Raphael, com quem fechei a viagem e sempre me deu todo o suporte necessário. De lá seguimos viagem, deixando o Piauí e indo para o Ceará, destino Jericoacoara, 130km por asfalto e outro tanto a beira mar e pelas dunas e ainda atravessando 2 rios de balsa, lindas paisagens, mas pulando muito no caminho com os buracos no asfalto e desnível na areia das dunas da Tatajuba.

Almoçamos na Lagoa da Torta, no Ceará, muito vento, comemos muita lagosta junto de outros 2 casais e suas filhas, ainda crianças, também clientes da Eco, desde Barreirinhas vínhamos compartilhando alguns meios de transporte e passeios.

De lá, paramos para fotos no Mangue Seco e seguimos até o Jeri Village Hotel em Jeri, onde chegamos por volta de 15:30hs.

Assistimos o pôr do sol na praia, lindo!!!

A noite de Jeri é bem diferente da Jeri de dia, ruas de areia, tudo iluminado, animado, bares e restaurante com música ao vivo, adoramos! E os preços nas lojas e das refeições eram em conta, nada fora do normal.

8º dia – Às 9hs um bugueiro estava à nossa espera. Fomos até próximo à Pedra Furada, completando o percurso caminhando entre as pedras da praia que é linda, com outras formações rochosas. Chegando lá, muita gente fotografando, circulando pela área, vale a pena chegar lá mais cedo pra evitar o tumulto.

De lá, paramos para ver a Árvore da Preguiça e então seguimos para a Lagoa Azul, o tempo estava nublado e essa lagoa não nos pareceu tão bonita como seria com sol, seguimos então para a Lagoa do Paraíso, ficamos no Alchmyst Beach Club, tudo bem bonito por lá, o tempo se manteve nublado por um bom tempo mas qdo o sol surgiu a beleza da lagoa e tudo ao redor realmente apareceu, clima de caribe.

Saímos às 14hs de lá, queríamos curtir um pouco mais da praia de Jeri, já que partiríamos na manhã seguinte para Fortaleza.

A praia é muito boa, sem ondas, temperatura agradável, mas às 17hs a maré recua bastante, hora de ir pra Duna do Pôr do Sol e de lá assistimos nosso último pôr do sol da viagem, o 6º, o ruim é que da duna venta muito, mesmo e tem muito vendedor oferecendo de tudo, incomoda um pouco, mas o visual da praia é muito lindo.

O entardecer na praia é demais, o recuo da maré deixa espelhos d’água que ao anoitecer ficam prateados, amei e lamentei não ter um dia a mais em Jeri, terei que voltar em breve.

9º dia – Às 9hs um novo motorista estava à nossa espera, de Hilux 4x4 fechada e privativa, para nossa viagem pelas praias até Fortaleza.

Uma parte do caminho foi pela rodovia, mas creio que metade foi a beira-mar e por muitas praias lindas, com umas 4 paradas em mirantes com paisagens maravilhosas, passando por parques eólicos, atravessando balsas... no almoço em restaurante à beira-mar em Flecheiras, pudemos tomar banho de mar para nos refrescar e nos despedimos de nossos amigos companheiros de viagem, chegando em Fortaleza já de noite, foi um encerramento lindo para essa viagem inesquecível, o Ceará é apaixonante, assim como todo o nordeste.

Pernoitamos no hotel Sonata de Iracema, muito bom, recomendo, mas lamentei encontrar o entorno da Praia de Iracema muito abandonado, degradado, queria muito reencontrar a animação da noite de anos atrás, mas só sobrou ruínas e pichações. A praia continua bonita, mas o calçadão precisa de cuidados.

10º dia – Nosso voo de volta seria às 17hs, aproveitamos a manhã para visitar o Mercado Central de Fortaleza onde compramos muitas lembranças para a família e para nós tb, tem muuuitas lojas, é enorme. Adoro o artesanato nordestino, coisas lindas!

Almoçamos qse ao lado do hotel, muito bom o restaurante, 1kg de camarões fritos ao alho e óleo por R$ 35,00, nos fartamos e finalizamos assim nossa viagem, que deixou lindas lembranças e muita saudade.

Obrigada a quem teve paciência de ler este relato até aqui e lamento se exagerei e escrevi demais mas com tanta coisa vista e vivida, difícil não ter tanto a escrever sobre. Foi bom demais! Que vcs tb tenham essa oportunidade de curtir tudo isso e muito mais.

2 respostas para este tópico
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1. Re: Rota das Emoções - Do Maranhão ao Ceará

Qual o valor investido nesta rota?

Mosqueiro, PA
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2. Re: Rota das Emoções - Do Maranhão ao Ceará

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