O seu navegador não é compatível. O site TripAdvisor poderá não ser exibido corretamente.Aceitamos os seguintes navegadores:
Windows: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome. Mac: Safari.

Montevidéu Fórum: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Rio Brazil
Colaborador nível
56 publicações
177 avaliações
Salve o assunto
Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Ficamos tão felizes com nossa viagem que resolvi compartilhar as anotações por aqui, em gratidão, caso seja de ajuda para os próximos viajantes. Os números são de agosto/2015. Perdoem as informações repetidas e fiquem à vontade para corrigir os eventuais equívocos. Passando apenas 12 dias em outro país, as impressões correm sempre o risco de serem precipitadas. Mesmo assim, aí vão elas:

SAINDO DO AEROPORTO

Saímos de ônibus (47 pesos, cada um), depois de desistir do táxi (1.400 pesos) e das vans (350 pesos). A gente até ia pegar a van, mas o cara disse que tinha que esperar lotar. O aeroporto é pequeno e não sabíamos quando haveria mais um fluxo de gente chegando. Decidimos tentar o busão de linha. Segundo a senhorinha simpática que nos informou no ponto: “Você só precisa tomar cuidado para pegar um que vai mesmo para Montevidéu, caso contrário vai parar no interior do país.” Observado esse detalhe, chegamos direto na cidade velha, bem pertinho do nosso hotel. Que moleza! Sim, pegamos um ônibus sem nem saber onde ele iria parar. Demos sorte! Mas com gps no celular, qual o estresse?

***

CÂMBIO

O melhor que encontramos foi numa loja da Av. Brasil, em Pocitos. Por lá, se conseguia trocar Real por 7,8 pesos. No aeroporto era 6,4 – uma furada total! Na cidade, em média, se via por 7,4 a 7,6. Muitos lugares aceitavam reais, mas depois de tomar uma voltinha, de leve, em um restaurante, resolvemos ter mais pesos e procurar restaurantes que aceitassem cartões.

***

CARTÕES DE CRÉDITO

Impressionou a quantidade de lugares que NÃO aceitavam cartões de crédito. Não temos costume de carregar muito dinheiro e quase nos metemos em algumas furadas por não ter visto isso antes. Diria que vale perguntar antes ou pesquisar os sites.

***

DESCONTO NOS RESTAURANTES FUNCIONOU

Pagar restaurante no cartão de crédito é mesmo um ótimo negócio: tem aquele descontão do IVA, uns 18% de imposto local. Na bandeira da minha namorada, o recibo já vinha apontando o desconto. No meu, da master-empresa concorrente, o retorno apareceu na fatura depois. O legal é que não tem que preencher nada, pedir nada...é só pagar com cartão a comida! Eu também não acreditava.

***

PONTO DA CARNE

“Ao ponto” veio bem sangrento para nosso gosto. “Bem passado” resultou num bife esturricado – será que ofende o churrasqueiro pedir para passar demais? A partir daí, fomos sempre de “cocido”. Nem tanto, nem tão pouco.

***

ÁLCOOL

Chope e cerveja podem não valer muito a pena para quem bebe direitinho. Um chope de caneca (500ml) custava uns R$9-15 e um litro de cerveja uruguaia, servida quente para o hábito brasileiro, uns R$14-20. Já os vinhos, mesmo em restaurantes, nos pareciam uma ótima opção. Geralmente, se podia curtir de uma garrafa de tannat local a partir de R$ 33. E ainda tinha a opção dos vinhos da casa, servidos em jarras, mas aí era tentar a sorte.

***

PREÇOS

As coisas básicas nos pareceram caras, mas os serviços todos eram muito bons. Não encontramos fácil, por exemplo, um almoço simples, sem ser fast food ou lanche, daqueles quando você só quer se alimentar, por menos de R$ 35. Uma xícara de café coado pode custar R$9. Um café da manhã para casal pode ir a R$50 de bobeira. Frutas como banana e mamão, estavam caríssimas. Por outro lado, um pacotão de morangos (muito maiores e com o triplo de quantidade que o triste pacotinho de morangos da feira da minha rua no Rio) custaram apenas R$7. Vinhos estavam com preços bons em comparação, assim como os laticínios. As lavanderias (pra quem tenta viajar leve e lava roupa, como eu) eram muito acessíveis em Pocitos. Pagamos R$16 (130 pesos) por um cesto de roupa, que nos foi devolvida lavada no hotel! E as churrascarias? Numa parilla de bairro, o jantar custou cerca de R$90 para o casal (linguiças, carne, vinho, água e batata fritas); no mercado do porto cerca de R$210 (linguiças, carne, batata, vinho e sobremesa). Mesmo assim, todas foram experiências muito boas, enriquecedoras!

***

TÁXIS

Pegamos bastante, em Montevideo, todos de rua, fazendo sinal. Pelos adesivos deu pra ver que usam os aplicativos. Estranhamos o vidro separando os passageiros dos motoristas e a portinhola para pagar e receber o troco. Nos pareceu relativamente barato, talvez porque só os utilizamos em distâncias curtas. De Pocitos para o terminal rodoviário Três Cruces, por exemplo, saiu cerca de R$16. De Pocitos para o estádio Gran Parque Central, R$18. Apenas uma única vez sentimos que o “amigo” taxista nos deu uma enrolada, pois a volta saiu bem mais cara que a ida ao mesmo destino. Nada grave.

***

ÔNIBUS

Utilizamos muito e foi super tranquilo. Eram limpos e ligeiros. A passagem era 24 pesos (R$3). Um dia, cruzamos um pedação da cidade (de Pocitos ao Cerro) em menos de 1h. Os motoristas parecem colocar a música que estão a fim, da salsa ao punk rock. Volta e meia subia alguém para falar ao público de passageiros, teve até dupla de palhaços. Divertido!

***

NOITE

Uma noite resolvemos ir atrás da tal rua agitada em Pocitos, a Av. Dr. Luis Alberto Herrera, no trecho do Montevideo Shopping até a praia. Pode ser o frio da época do ano, vai saber, mas não achamos nada agitado. Para os cariocas, lembrou um pouco o clima da Barra, tipo a Olegário, numa noite bem vazia. Chegamos por volta de 23h e demos uma circulada para ver as opções que tínhamos lido a respeito. Na Circus parecia haver um público mais velho que a gente (40+) e rolava um rock’n’roll. Na News, uma garotada mais nova (18 a 20 e pouquinhos). No Lotus, um clube no pé de um prédio perto do estacionamento do Shopping, parecia um meio termo. Entradas em torno de R$25 (200 pesos). Os outros lugares que conseguimos ver pareciam bares para beber e ouvir música de fundo, sem pista. Alguns bem caprichados na decoração. Por fim, acabamos entrando no Lotus. Era legal, meio night padrão, com aquelas músicas que tocam na academia. Não era bem a nossa, mas foi divertido! Depois de 3h30m, lotou tanto que ficou ruim pra gente. Parece que a galera sai tarde, mesmo. Curiosidade: uma long neck custava cerca de R$18 e a dose de uísque partia de R$25. E não aceitavam cartão. Como tinha uma galera pedindo garrafas de champanhe, nos perguntávamos: será que eles saem de casa com os bolsos carregados de dinheiro em espécie!? Impensável, para nós, cariocas!

***

BOLICHE

Parece que usam o termo “boliche” para tudo que envolve sair a noite com agrupamento de pessoas. A gente começou a perguntar onde rolava um “bolítchê” quando queria achar um burburinho. Daí acabava encontrando desde um boteco lotado, um bar com música ao vivo até uma boate com pista de dança. Posso estar completamente equivocado, ok? Mas funcionou duas vezes com a gente! Se os amigos uruguaios puderem explicar, agradeço!

***

CUBIERTO

Nunca sabíamos quando e quanto iriam nos cobrar. Pouquíssimos lugares tinham o valor claro no cardápio ou anunciado no quadro-negro. Entendo que cada país tenha sua cultura e que precisamos respeitar, mas também era meio frustante. Geralmente só lembrávamos de que deveríamos ter perguntando o valor mais cedo, antes de entrar, quando a pegadinha do malandro aparecia na conta. Alguns eram irrelevantes: 10-15 pesos. Restaurantes legais cobravam em torno de 70 pesos (R$9) por pessoa. O mais alto, em Punta del Este, nos cobrou 95 (R$12), ou 190 o casal. Aí você fica pensando se ainda coloca mais 10% em cima, se aquilo é parte do serviço, se deixa menos ou, dependendo da proporção na conta, se não deixa mais nada. Espero não ter sido antipático, mas confesso que saí de lá sem entender bem o costume.

***

ABITAB E REDPAGOS

Repasso uma das melhores dicas que pegamos por aqui: nessas lojas, espalhadas por todo o país, se pode comprar entradas para diversos eventos, peças de teatro, ballets, shows, etc. Compramos ingressos para jogos de futebol, por exemplo.

***

SEGURANÇA

Não tivemos problemas algum. Tirando a região da ciudad vieja e 18 de julio, raramente fomos abordados na rua. Como qualquer centrão urbano, havia alguns pedintes e um ou outro aparente doidão eventual, vagando por aí. Só bem na madrugada, mesmo, chegamos a ficar mais ligados – mais por precaução, já que as ruas ficavam desertas. Respeitamos o limite recomendado pelo hotel e não fomos cidade velha adentro na madrugada. Já em Pocitos e Punta Carretas, caminhamos dia, noite, madrugada – muito tranquilos. Quase não vimos policiais. Talvez estivessem ali, discretos, sem balançar fuzis janela afora pelas viaturas. Um registro: conhecemos um casal que contou ter tido a bolsa furtada em passeio pelo centro.

***

CANDOMBE

Por duas vezes fomos atrás dos blocos que saem pelo Bairro Sur. Não foi muito fácil encontrar. Perguntamos nos táxis, bares e lojinhas de conveniências até achar. Todo mundo foi muito simpático. Localizada a concentração (tinha uns caras afinando as peles dos tambores numa fogueira), ficamos fazendo hora: bebendo cervejas compradas nos “kioskos” e passeando pelo calçadão até o furdunço começar. Muito de boa. Não sei se há um calendário fixo ou um site para encontrar informações precisas. Um foi sábado de tarde, por volta de 17h, concentração na pracinha perto da rambla (altura da rua Ejido). E o outro foi dica de um taxista que pegamos na saída do Centenário, domingo, e nos deixou pela rua Isla de Flores, umas 18h. Este último bloco, domingueiro, foi o melhor! Tinha um astral muito bom. A galera tocava e dançava rua acima, até alcançar um ponto de parada para descansar... antes de começar tudo de novo! Não havia ambulantes, mas muitas lojinhas e casas vendiam birita pelas grades. Tinha uma galera que caía dentro de um vinho de caixinha longa vida. Como nos blocos do Rio, tem sempre aquela hora problemática quando você vai a caça de um banheiro. Nada grave. Se você curte carnaval, música de rua, cultura afro, vale procurar!

***

CHIVITOS

Comemos uns cinco desses! Desde o de rua (R$19) até os chivitões empratados com fritas (R$30-50). O campeão dos campeões da nossa pequena viagem foi o do Expresso Pocitos!

***

SOBREMESAS

Quase todo lugar tinha o pudim com doce de leite, alegria garantida. Mas a que deixou saudade foi uma da taverna Pacharán: sorvete de canela com crepe de maçã e uva passa.

***

TORTA PASCUALINA

Um dia, cansados de tanta carne, provamos uma dessas: massa folheada com recheio verdinho de acelga, cebola, espinafre e ovos cozidos. É show de bola e tem por toda a parte, nas lojas e padarias, até em fatias. Se lançarem por aqui, viro freguês! Se já têm, me avisem onde!

***

VOLTANDO PARA O AEROPORTO

Viemos direto de Punta Del Este. O aeroporto é caminho e deve haver muitos ônibus (entre Punta-Mvd), como o que pegamos, que param em Carrasco. Foi muito tranquilo!

Adoramos nossa estadia no Uruguai!

Sao Paulo, Brasil
Especialista no destino
for San Martin de los Andes, São Paulo, Gramado, Buenos Aires
Colaborador nível
2.705 publicações
276 avaliações
Salve a resposta
1. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Adorei o seu relato! Viajo muito para Montevideo e tem muitas dicas que anotarei para a proxima viagem. Parabens pelo seu portugues impecavel. Lendo a sua avaliacao, parecia que eu estava la! Espero que a sua proxima viagem ja esteja programada e nao se esqueca de nos, viajantes do Trip!

Rio Brazil
Colaborador nível
56 publicações
177 avaliações
Salve a resposta
2. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Obrigado! :)

Sorocaba, SP
Especialista no destino
for Sorocaba, Itu, Itanhaém
Colaborador nível
2.714 publicações
2.150 avaliações
Salve a resposta
3. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Caro amigo boa noite

Gosto muito de Montevideo e achei bem bacana seu relato. Acredito que seu post vai ajudar muitos viajantes em suas aventuras.

abração

Rio de Janeiro, RJ
Colaborador nível
5 publicações
277 avaliações
Salve a resposta
4. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Adorei o seu relato. Muito muito útil!

Estou indo pro Uruguai daqui a duas semanas. Espero colaborar depois com mais dicas. Obrigada!!

Paulínia, São...
Colaborador nível
5 publicações
11 avaliações
Salve a resposta
5. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Maravilha! Parabéns pelo relato. Estou indo no final deste mês. Chegou a ver alguma coisa sobre o bar Fun Fun?

Fortaleza, Ceara...
Especialista no destino
for Fortaleza, Santiago, Jericoacoara
Colaborador nível
7.528 publicações
100 avaliações
Salve a resposta
6. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Ola Bandini,

Parabéns!!! Estou planejando uma viagem para Montivideo e suas dicas são excelentes. Vlw

Rio Brazil
Colaborador nível
56 publicações
177 avaliações
Salve a resposta
7. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Obrigado, pessoal! Sempre legal a troca de dicas por aqui! :)

Quanto ao Fun Fun, não fomos. Mas é super recomendado por todo o lado: até na recepção do hotel, sem nem perguntar, o cara mencionou esse programa. Deve ser fácil conseguir as informações por lá. E deve ser bem turístico. A gente passou perto e era numa região com bastante bares e restaurantes.

Colaborador nível
18 publicações
7 avaliações
Salve a resposta
8. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Olá! Adorei as suas dicas. Gostaria de maiores informações acerca do câmbio. Certa vez li em um site que o câmbio por lá não tem IOF ou similares. Essa informação procede?

Obrigada

Rio de Janeiro, RJ
Colaborador nível
23 publicações
6 avaliações
Salve a resposta
9. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Não conheço ainda Montevideo mas gostei muito das suas dicas.

Vou fazer a viagem que você fez (creio eu) só que chegando direto pra Punta e voltando de Montevideo.

Você sabe se tem alguma casa de câmbio abra fim de semana dessas vantajosas?

Chegarei em Montevideo num sábado de manhã e vou direto pra Punta, lendo um pouco mais sobre lá, creio que o caminho mais econômico seria ir do aeroporto direto pro terminal tres cruces e pegar um onibus para Punta. Mas precisava chegar em Punta com bastante peso pois TODOS dizem que lá tudo é muito caro.

Depois em um dia de semana volto pra Montevideo e passo mais uns dias, aí já me sinto mais tranquilo pois dia de semana em Montevideo deve ter mais circulação de pessoas e as coisas devem estar todas abertas.

Rio Brazil
Colaborador nível
56 publicações
177 avaliações
Salve a resposta
10. Re: Relato de viagem: informações práticas e reflexões

Não saberia informar sobre as casas de câmbio nos fins de semana. Me lembro que chegamos sábado de manhã também e acabamos trocando no Cassino da Praça Independência, pois foi o que encontramos aberto na redondeza. Não era uma boa cotação, mas bem melhor que o Aeroporto. Cassino por cassino, será que a cotação em Punta Del Este vai ser tão pior? Realmente não saberia dizer...

Sobre a viagem para Punta del Este, acredito que valeria mais a pena tentar pegar um ônibus direto do Aeroporto de Carrasco para Punta Del Este. Se você olhar no mapa, vai ver que é caminho. O ônibus que pegamos no Tres Cruces, por exemplo, rumo a Punta, fez parada no Aeroporto. Eu me guiei por essa tabela aqui: www.copsa.com.uy/horarios-linea-este.jpg

http://www.copsa.com.uy/horarios.htm

Mas acho que tem outras empresas.

Abraço e boa viagem!

Encontre respostas para as suas dúvidas sobre Montevidéu
Conversas mais recentes