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Região de Los Lagos Fórum: Faça o circuito Lago Llanquihue em apenas 1 dia, por conta!

Piracicaba, São...
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Faça o circuito Lago Llanquihue em apenas 1 dia, por conta!

Isso mesmo! Reservem apenas 1 dia para fazer por conta própria o circuito completo do Lago Llanquihue que inclui:

- Passeio de barco no Lago de Todos os Santos (-41.138413, -72.401292);

- Visita aos Saltos de Petrohué (-41.172704, -72.450457);

- Passada em Laguna Verde (-41.203008, -72.538213);

- Subida no Vulcão Osorno com as 2 subidas do teleférico (-41.127278, -72.531799);

- Almoço tardio no Rancho Espantapajaros em Porto Octay (-41.003725, -72.937803);

- Visita ao Museu Alemão em Frutillar (-41.132533, -73.030527); Iglesia Inmaculada Concepcion (-41.135494, -73.027526); Muelle Mirador – O Deck de Frutillar (-41.135946, -73.027103); Templo Luterano de Frutillar (-41.140252, -73.025772) além de conhecer o Teatro do Lago (-41,139301 -73,026343).

Este passeio fez parte de uma viagem de 5 dias em Santiago, 4 dias no Sul do Chile e mais 1 dia para voltar para o Brasil.

Gostamos de viagens dinâmicas, por predileção e pela equação fundamental tempo/dinheiro. A ideia para este dia foi desfrutar a paisagem - neste passeio a curtição é o caminho - e explorar o máximo de lugares em um único dia, logo, para quem gosta de fazer um estudo profundo dos locais esse passeio não é recomendado.

Os quatro dias no Sul do Chile foram programados em:

1º dia chegada, percorrer Puerto Montt e se hospedar em Puerto Varas;

2º Pinguineiras;

3º Circuito Lago Llanquihue;

4º Percorrer Puerto Varas e voltar para Santiago.

Alugamos um carro retirada/entrega no Aeroporto El Tepual (Puerto Montt). Escolhemos a opção mais em conta um Chevrolet Sonic pela locadora Econorent no site da rentalcars.com. A locação foi fácil, o carro foi ótimo e apesar de alguns contratempos, não tinham o GPS disponível no aeroporto, a agência conseguiu atender o prometido. O GPS não é muito atualizado, mas dá para se virar. Na realidade a região não é muito bem mapeada, até o Google Maps não tem ainda o registro de muitas ruas, autoestradas e endereços, por isso pesquisei as rotas antes da viagem e encontrei as coordenadas de cada passeio e é o que usamos para navegar por lá. Funcionou muito bem, então estou disponibilizando para quem quiser se guiar por GPS. (é o que aparece entre parênteses, farei um link sobre como usar as coordenadas no GPS).

Sucesso total para o passeio é pegar um dia de sol. O que é pouco provável em uma região que chove em média 220 dias no ano. Entre os meses de novembro e março as precipitações diminuem, porém nunca cessam totalmente. Depois de marcada a viagem, a única alternativa para acertar o dia é consultar a previsão do tempo e poder alterar o dia entre as Pinguineiras e o Circuito Lago Llanquihue, sorte... pura sorte. A propósito Llanquihue se pronuncia “djankíuê” e significa “lugar profundo”, sua profundidade não se conhece com precisão, mas algumas sondas já registraram números por volta de 350m. Sua extensão é de 860km².

E assim foi nosso passeio, de muita, mas muita sorte, o dia foi de sol pleno sem nenhuma nuvem das 7h00 às 20h00 (horário de verão do Chile). Acordamos às 7h30, nos aprontamos, tomamos café tranquilamente no hotel e 8h40 estávamos na estrada.

Che Guevara, em “De Moto pela América do Sul”, escreveu: “A estrada passeava pela belíssima paisagem que contornava o lago, com o vulcão Osorno montando guarda ao longe, mas eu, nessa estrada acidentada, não estava em condições de elogiar o cenário”.

Hoje, Che Guevara teria condições de contemplar e elogiar o cenário sob sua moto, pois nada tem de acidentada a estrada. Do Hotel em que estávamos hospedados (Colonos do Sul) (-41.318181, -72.981944) até o Lago de Todos os Santos foram 61,2km, velocidade máxima permitida 120km/h, pedágios que não passam de $1.600 (U$ 3,00), bolsões que servem como mirantes, trechos em obras, outros sem acostamento, mas vá com tranquilidade a estrada é muito segura e na primavera quase toda sua extensão é ladeada por “retamo amarillo” (spartium junceum) um arbusto que dá flores amarelas parecidas com a chuva-de-ouro. Nesse deslumbre, entre vacas, carneiros, lhamas, vulcões, lagos, corredeiras, largos caminhos que cruzam a estrada abertos pelas águas do degelo e algumas paradas no tapete amarelo chegamos ao Lago às exatas 9h e estacionamos o carro no estacionamento público, mais ao fundo (não precisa pagar).

Do estacionamento ao Lago, passamos à frente do Museo Pioneiros de Petrohué, museu de iniciativa particular que se propõe contar a história dos colonizadores de Petrohué (final de 1800) os quais encontraram um dos primeiros fósseis de dinossauro que habitaram a Patagônia na América. Daí o slogan do museu “15.000 años de historia”. Infelizmente estava fechado esta hora e não consegui encontrar informações sobre o funcionamento.

Logo depois, uma rosa-dos-ventos adorna o chão, na sequencia uma guarita de informações e ainda um pequeno bar restaurante que não estava funcionando àquela hora, mas com banheiros abertos por uma pequena taxa de $300 que, também, pela hora não havia ninguém para cobrar. Ainda nesta área é possível observar a bonita arquitetura do Hotel & Cabañas Petrohué ao fundo.

No Lago existem 2 opções de passeio: o de Catamarã (uma embarcação grande) que o leva até Peulla (povoado chileno na rota para Bariloche) saindo por volta das 10h00 e retornando por volta das 18h00; e o de bote motorizado, com espaço fechado para os mais friorentos, para um pequeno passeio no lago de 30mim.

Opção 2... Somente minha esposa, eu e o capitão Luis a bordo do “Wall-E” – homenagem aos sobrinhos aficionados pelo desenho da Disney – com o preço do passeio fechado antecipadamente em $15.000 pesos chilenos, cerca de U$ 25,00, seguimos passeio nas límpidas e calmas águas de degelo. Com direito a paisagens estonteantes, parada para foto com o vulcão Osorno de fundo (iluminação perfeita por causa do horário), ver a água do degelo invadindo o lago e as ricas explanações do capitão sobre a fauna, a flora, alguns costumes locais, a produção de salmão, as propriedades particulares milionárias da orla, as últimas ocorrências de atividade do vulcão e seus reais perigos, a pronúncia correta de algumas palavras e, finalmente, que o Lago de Todos os Santos assim é denominado per ter sido descoberto em 1º de novembro. Wall-E... ótima opção!

Às 10h50, após as últimas sondagens deixamos o local. Em tempo, pois chegaram 5 ônibus de excursão. Próxima parada a 6km, voltando pela mesma estrada, em 15min chegamos aos Saltos de Petrohué. Estacionamento à direita da estrada no sentido que íamos, lado oposto à entrada do Salto, pago (U$ 2,00).

Os Saltos, assim como a Laguna Verde e o Vulcão Osorno, fazem, também, parte do Parque Nacional Vicente Pérez Rosales uma área de 2.530km² localizada na província de Llanquihue, Região de Los Lagos que foi criada em 1926 e é o mais antigo do país.

A fachada para entrada dos Saltos Petrohué é uma organizada estrutura de vidros âmbar e retas colunas de pedras com alto pé-direito, ladeado por espelhos d’água. Ao centro, outro espelho d’água é abastecido por uma fonte que atravessa todo salão escoando pelos vãos das pedras que formam o piso os quais recebem bancos de madeira voltados para o grande telão abaixo de painéis decorativos que dão boas-vindas aos visitantes. Este salão de entrada abriga diversas lojinhas de artesanato e o acesso à bilheteria se dá por uma delas.

Depois da lojinha cruzamos uma pequena ponte e chegamos à bilheteria dos Saltos (U$ 3,00), daí são duas trilhas, em espanhol sendero, Sendero Carilemu de 980m e Sendero Los Saltos 370m que percorremos em 1h30. As paisagens são únicas então vou poupar as descrições, tem que ver pra crer, mas vale ressaltar a infraestrutura: banheiros, passarelas, placas indicatórias... Tudo muito limpo e bem cuidado, além das lojinhas de artesanato e um pequeno café com tortas e empanadas bem convidativas.

Postais e artesanatos escolhidos, rumamos ao próximo ponto, 10km, às 11h45 chegamos à Laguna Verde uma trilha de 180m que se percorre em 20min e desacelera os ânimos depois das maravilhas dos Saltos de Petrohué, mas a boa estrutura merece a visita.

Desacelerar os ânimos foi obrigatório para iminente aventura, Vulcão Osorno, logo depois de 1,2km da Laguna Verde, ainda na estrada U-99-V, pegamos a entrada à direita para começar a subida ao vulcão pela V-555 uma estradinha ao longo de 12km bem apertada, sem acostamento, vertiginosamente cheia de curvas, mas impecavelmente bem cuidada, com mirantes e uma paisagem que nos deixa mais próximos ao divino. Muita concentração para não se distrair.

Curiosidades: A neve do pico não degela nem no verão; o vulcão está adormecido; sua última atividade eruptiva foi em 1869; existem sensores que monitoram o vulcão 24h/dia; no caso de uma erupção o preocupante seria o alagamento causado pelo degelo.

Às 12h40, chegamos ao que nos pareceu o pé do vulcão e encontramos a Volcan Osorno estação de esqui e empresa que administra tudo por lá, 1200m de altitude. Seis mastros ostentam bandeiras de países vizinhos junto à bandeira da empresa e quem nos recebe é um tosco boneco de neve em fibra que sustenta a saudação “Bienvenidos Volcan Osorno”.

A estrutura mais uma vez é surpreendente: restaurante e cafeteria (Mirador); lojas de aluguel para equipamentos de esquiar e de roupas especiais para o frio; um escritório/agência que vende os passeios e atrações (trekking guiado, tirolesa, snowcar...), além é claro das “telesillas”, o teleférico - a melhor atração para quem sobe o vulcão apenas para contemplar a paisagem e fazer uma caminhada de reconhecimento.

O teleférico é dividido em dois trechos, “tramo 1” a 1426m de altitude e “tramo 2” chegando a mais de 1700m de altitude.

Os valores são diferenciados para subida, U$ 17,00 para o primeiro trecho e U$ 24,00 até o segundo. O horário é das 11h às 18h, mas nem sempre ambos trechos estão em funcionamento devido às condições climáticas. O site fornece as informações sobre o clima, abertura e uso de correntes no pneu, consulte antes de ir, www.volcanosorno.com.

Estejam preparados para o frio, mas nada que não tenhamos em casa, para primavera e verão: meia-calça, moletom ou calça jeans, segunda pele, luvas, gorro, cachecol, tênis ou algo impermeável no pé e principalmente um corta-vento que é o que mais castiga, o vento. Ou se preparem para morrer com alguns dólares na locação de roupas. Não esqueçam também, protetor solar, manteiga de cacau para os lábios e óculos de sol, mas subam com as mãos livres e de preferência sem mochila, sacola e afins.

Compramos os ingressos e lá fomos nós encapuzados. Posicionamo-nos na marca onde as cadeirinhas nos apanham, fomos instruídos para suspender as pernas ao sentar e abaixar a trava de segurança em seguida, tranquilo! A subida é uma paz e a altura do solo não passa de 20m.

Descemos no primeiro trecho, na Estação Primavera, e fizemos uma caminhada até a “crater rojo”, cratera vermelha, um caminho de uns 400m que levou uns 30min. Como já era primavera, até este trecho quase toda neve já havia derretido restando apenas alguns focos, então o passeio aconteceu por um solo arenoso escuro e pedregoso. Lá no alto um banco para respirar e se fundir ao céu.

O segundo trecho é um pouco mais longo e só então desembarcamos na neve. As atrações ficaram por conta do tubing, versão na neve dos tobogãs com bóia que não nos atrevemos e de uma pequena escalada até duas cruzes a primeira adornada com sinos relatava o desaparecimento de um jovem holandês de 18 anos em 1985 e a segunda a morte de 8 pessoas em 1987. Tétrico, mas útil para intimidar os audaciosos engraçadinhos.

Engana-se quem pensou estar próximo ao cume, neste ponto estamos aproximadamente 1700m de altitude e o cume está a mais de 2600m de altitude, ou seja, escalamos um pouco mais de 1/3 do vulcão, mas a impressão é que estamos bem próximos ao cume. E quanto mais alto, mais perto de Deus... Um onirico cenário que encoraja até os mais acrófobos chegarem lá em cima.

Eis o momento da volta, descer é ainda mais belo, todo cenário pousado numa profunda e silenciosa paisagem difícil não se arrebatar.

Chegamos ao estacionamento às 15h00, a essa altura a fome era grande e dali até a próxima parada o almoço no Rancho Espantapajaros, em Puerto Octay, era o maior percurso até então, 72,3km.

Tomamos estrada e a fome se intercalava com as emoções que a paisagem oferecia quando às 16h40 chegamos ao Restaurante.

Um casarão todo de madeira no estilo alemão, com grandes janelas de vidro. Na recepção uma pequena lojinha com suvenirs e guloseimas separa a entrada do salão do restaurante. Fomos logo notados por um jovem brasileiro que estava de intercâmbio trabalhando no local e que nos recebeu muitíssimo bem.

No salão do restaurante, mesinhas e cadeiras de madeira para quatro lugares, bem postas, com toalha, caminhos e todo material de base à espera. Um aparador ao centro do salão reservado para saladas e grãos frios. No canto uma mesa com pães caseiros, farinhas e pimentas, na sequência, um balcão, que separa o salão da churrasqueira e cozinha, serve os pratos quentes. Logo a sua direita a mesa de sobremesas caseiras.

Bem... O sistema é “All You Can Eat”, paga-se uma taxa (U$ 25,00) e come à vontade, mas aqui o sistema pode ser rebatizado para “All You Can Eat and Drink”, pois come e bebe à vontade. No comes: saladas, salpicão, folhas, grão-de-bico, berinjela, algas, pães, cordeiro, javali, frango, arroz, feijão preto, trigo em grão, tortas de legumes... No bebes: suco, refrigerante e chope. Sobremesa: sagu, arroz doce, pudim de leite, morangos, flan de chocolate e morango, banana com leite condensado...

Tudo gostosinho e bem servido, mas chegar mais cedo pode garantir carnes mais recém assadas.

Mas a fome era gigante e comemos muito bem, pagamos a conta e fomos dar uma espiada no quintal. Um quiosque todo de madeira de dois andares com escorregadores para crianças e um maior, também de dois andares, guarnecidos de cadeiras concha suspensas. Ovelhas, Lhamas e um filhote de burrinho que roubou a cena do vulcão e acreditem este foi o lugar mais cênico para se fotografar. Osorno ao fundo, aos seus pés o Lago Llanquihue e de primeiro plano o verde gramando tingido de flores brancas. Idílico devaneio.

O próximo programa estava a apenas 23,1km e em 25mim chegamos lá, “Museo Colonial Alemán – Universidade Austral de Chile”, como já eram 18h10 e às 19h00 o museu fechava perguntamos ao recepcionista se haveria tempo para visitar, ele disse que uma hora era suficiente.

O Museu Colonial Alemão está localizado em um parque de 60km² que recria a vida dos colonos alemães que ocuparam o Lago Llanquihue a partir de 1852. O museu foi fundado em 1981 mediante um projeto conjunto entre a prefeitura de Frutillar e o governo alemão através de sua embaixada e a Universidade Austral do Chile. No parque se encontram o Casarão, a Casa do Moinho, o Campanário, a Casa do Ferreiro e o Cemitério.

A entrada U$ 4,00, quem nos recebe é uma linda carroça estilo casa que não sei bem ao certo qual a funcionalidade, mas um charme. Na sequência mesinhas para descanso, um mapa do lugar e banheiros.

Ainda atafulhados do almoço, subir até o Casarão foi uma ótima opção para digestão. No caminho azaleias roubam a atenção, e esqueça tudo o que sabe sobre azaleias, aqui elas chegam a mais 3m de altura e quase não se vê o verde da folhagem a florada, nos mais variados tons de rosa, toma conta o arbusto.

O Casarão em madeira estilo alemão, de dois andares e um porão, meticulosamente posicionado no alto do morro traz a fachada voltada para o lago em desnível do solo e com a entrada pelo lado de traz. Eis a pompa... A porta de entrada, de duas folhas em vidro e madeira, alinha-se perfeitamente com a porta da varanda na fachada da casa, também de vidro e madeira, emoldurando ao fundo o Vulcão Osorno, o Lago Llanquihue e algumas árvores do jardim a mais fina estampa que uma tela pôde receber.

No interior, móveis, utensílios, roupas e artigos decorativos, muito bem conservados e delicadamente dispostos, relatam o dia-dia dos colonizadores alemães em meados do século XIX.

Logo ao lado o Cemitério, alguns jazidos reconstroem o costume da época, enterrar seus mortos nas proximidades da casa, uma das lápides, um belo exemplar de ferro fundido em estilo barroco.

Na sequência a Casa do Ferreiro, aqui os móveis e utensílios ganham mais simplicidade relatando o estilo de vida das classes menos favorecidas, mas tudo muito bem decorado e bonito, além é claro do galpão com as ferramentas de trabalho. Um pouco mais ao lado um mirante com uma placa indicando os pontos, o interessante ali é que conseguíamos localizar o Vulcão Osorno, o Vulcão Calbuco e o Vulcão Pontiagudo.

Encadeando, fomos à Casa do Moinho, a roda d´água estava quebrada, e não encontramos explicações do funcionamento do moinho. No segundo andar uma sala que se propunha se uma sala de internet, mas com equipamentos da década de 90, museu mesmo.

Já eram 19h05 e gentilmente o recepcionista ainda nos esperou para visitar o Campanário, antes de fechar as portas, além de nos auxiliar em uma última foto.

O Campanário é um galpão de telhado cônico com aba, lembrando um chapéu de bruxa e guarda ao centro uma estilizada carruagem, ao fundo um vagão de madeira e dezenas de ferramentas para as mais diversas utilidades à sua volta. Encantador!

O recepcionista estava certo, exata 1h para fazer a visita, mas antes ainda do fim, uma bucólica despedida de um jardim de magnólias.

Em menos de cinco minutos já estávamos na próxima atração Iglesia Inmaculada Concepcion. A arquitetura germânica estampou um padrão pelas paisagens do sul do Chile, com as igrejas isso não foi diferente, sejam católicas ou luteranas. Quem passar pela “Ruta de las Iglesias” (http://www.rutadelasiglesias.cl/) na vizinha Chiloé pode provar isso.

Mas na Inmaculada Concepcion o apelo está em seu simpático teto abobadado, em azul hortênsia, debruado em dourados e com pequenos pontos imitando estrelas que salta de colunas gregas convergindo para o altar, guarnecido de um pequeno retábulo com a imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição, abaixo da inscrição “Yo Soy la Inmaculada Concepcion”. Cheia de graça em todo contexto!

 A viagem seguia e as horas avançavam, por isso a contemplação foi rápida e logo estávamos na Muelle Mirador – O Deck de Frutillar.

Localizado bem a frente da Iglesia Inmaculada Concepcion está um belo coreto e logo em seguida o Muelle Mirador – O Deck de Frutillar. Uma bela construção em madeira, com parapeitos em xis, sustenta imponentes luminárias coloniais e um piso geométrico que nos leva ao caramanchão. Bancos para relaxar e desfrutar a paisagem onde delicadas flores decoram o entorno. A vista é privilegiada, Lago Llanquihue, Teatro do Lago e o imponente Vulcão Osorno. No dia em que visitamos havia doze pessoas lixando o madeiramento para receber nova camada de verniz, apenas manutenção de rotina. Isso justifica a beleza e conservação do deck, parada obrigatória para levar na bagagem fotos dignas de postais.

Às 19h20, já cansados e querendo banho, estacionamos em frente ao Teatro do Lago de lá é possível avistar o Templo Luterano de Frutillar. Não visitamos o templo, por causa do horário e do cansaço, mas farei uma descrição do que vi ao longe.

Primeiramente é importante saber que o Templo Luterano de Frutillar é um Monumento Histórico Nacional do Chile, tombado em abril de 2013, através do Conselho de Monumentos Nacional / Ministério da Educação.

A construção apresenta traços neogóticos simples e sutis, tais quais outros templos luteranos situados ao longo lo lago Llanquihue. Planta basilical, executado em madeira com telhado de duas águas e uma torre em sua fachada principal, executado a partir de técnicas e madeiras locais de grande qualidade, ladeado por um largo gramado. Evidente registro da colonização alemã. Mas nossa observação foi contentada ao longe, devido o cansaço.

Restava-nos então, um breve passeio ao redor do Teatro. Inaugurado em novembro de 2010, após 12 anos de construção e um investimento de aproximadamente U$ 20milhões, tornando-se, em sua inauguração, o maior espaço para concertos já construído no Chile desde 1950.

O desenho arquitetônico da fachada imita os grandes galpões com revestimento de “tejuelas” (pequenos retângulos de madeira), próprio da arquitetura da colonização alemã. Para isso foi utilizado cercaduras de madeira de distintas cores, evocando de forma moderna tais construções antigas.

O teatro é quase todo sobre o lago e a parte de traz é revestida por azulados vidros espelhados que refletem o lago e o vulcão. Linda construção!

O dia findava e estávamos a 26,9km de “casa”, saímos de Frutillar e pegamos a “Ruta 5”... Na memória a ímpar beleza de todos lugares que passamos; na razão um sincero agradecimento a Deus pelo capricho de sua criação e pelo perfeito dia que nos ofereceu; no coração a saudade que ficará e principalmente a felicidade de compartilhar esse momento com o amor da minha vida!

1. Re: Faça o circuito Lago Llanquihue em apenas 1 dia, por conta!

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Removido em: 13 de Julho de 2017, 06:18
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