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Parque Estadual de Jalapão Fórum: Opções de agencias de turismo para roteiro de 3 dias

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Opções de agencias de turismo para roteiro de 3 dias

Olá! Estou indo com a minha noiva no feriado de novembro e estamos pesquisando opções de empresas para roteiro de 3 dias. Até o momento encontramos a "Deserto do Jalapão", que oferece um pacote de 3 dias por 1700 reais por pessoa, a "Ecotur Adventure" que oferece um pacote a partir de 2040, a "Safari Dourado" que informa o preço mediante solicitação de orçamento, e a "Korubo" que oferece pacotes a partir de 2580. Achei tudo bem caro. É isso mesmo? Existem opçoes mais baratas? Existem outras agencias que realizam este roteiro?

Obrigado!

2 respostas para este tópico
Rio de Janeiro, RJ
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1. Re: Opções de agencias de turismo para roteiro de 3 dias

Fiz com a WG Jalapão e indico fortemente. Acabamos de chegar de lá. O preço é caro porque a distância é grande e o trajeto bem ruim, além de incluir transfer aeroporto-hotel-aeroporto, hospedagem na melhor pousada da região: Santa Helena, refeições, ingressos nas atrações e toda a atenção de um guia (Sr Marcio) que conhece tudo na região. Vale a pena!

Editado em: 26 de Setembro de 2017, 18:52
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2. Re: Opções de agencias de turismo para roteiro de 3 dias

Agência Jalapão Selvagem NÃO!!!

Fizemos um pacote terrestre de 4 dias e 3 noites, duas pessoas (eu e o meu marido), no valor de R$ 4.398 (R$ 1320 – ato, em 27/10/2017, e o restante do valor devido em 3X no cartão de crédito – foi concedido um desconto de R$ 78,) para o carnaval (10/02/18 a 13/02/18). Destino: Jalapão.

 Tivemos inúmeros problemas, desde o início da viagem, que tentarei resumir...

 Primeiramente, vale ressaltar que já viajamos para muitos destinos remotos e peculiares: África, Ushuaia, El Calafate, Japão, Chile, Pantanal... acampando, fazendo safáris, trilhas, cavernas, rapel, rafting, cascading, salto de asa delta, paraglider, bungee jumping bóia cross, expedição a cavalo, etc... ou seja, somos totalmente desprendidos de frescuras e AMAMOS AVENTURAS/ ECOTURISMO. Foi a primeira vez que enfrentamos tanta falta de planejamento e profissionalismo de uma operadora de turismo.

 No contrato com a agência contemplava translado em carro 4X4 (importante, devido à dificuldade do terreno), com ar condicionado, som ambiente, guia (afinal, percorre-se, aproximadamente, 1.100km de carro e é imprescindível um profissional que conheça os pontos turísticos e o Jalapão para explicar um pouco sobre a região), pousadas com ar condicionado (cada pernoite num destino – Ponte Alta/ Mateiros/ São Félix – afim de otimizar a viagem) e lanches durante a expedição (a viagem de carro faz parte da experiência, pois ficamos muitas horas rodando de um ponto turístico até chegar no outro).

 O motorista “Cacheado” (apelido pelo qual ele pediu para ser chamado) foi nos buscar no hotel com um carro 4X2 (descobrimos no caminho) - o carro contratado era um 4X4 - ele não é guia (também descobrimos no caminho) E ERA A SUA PRIMEIRA VIAGEM PARA OS PONTOS TURÍSTICOS DO JALAPÃO, portanto ele precisava seguir um outro carro pois desconhecia as estradas e os pontos turísticos (a todo o momento ele se desculpava pela seqüência de transtornos e pelos desencontros com esse carro).

 Inclusive, o motorista “Cacheado” nos confessou na viagem que estava indo para “quebrar o galho” da agência “Jalapão Selvagem”, porque devido à alta demanda no Carnaval (e na semana seguinte), não havia guias suficientes, e então fora chamado para dirigir e seguir o outro guia (fato que nos trouxe muitos atrasos e complicações... pq o guia que tínhamos que seguir estava num carro 4X4, mais ágil para aquele tipo de terreno, e toda hora nos perdíamos dele ou atolávamos). Sem contar que perdemos muito por ser a primeira vez dele nos pontos turísticos (ele tirava fotos dos lugares junto conosco, parecia mais um turista no Jalapão).

 Nosso carro 4X2 estava com o ar condicionado quebrado e a janela traseira quebrada (não era possível abaixar o vidro, no calor do cerrado), o som não funcionava (mas isso foi o menos relevante). O calor chegava a ser quase insuportável!

 O guia do outro carro, que devíamos seguir, não tinha os roteiros bem planejados, estávamos sempre atrasados. No segundo dia (em São Félix), ele pediu para que tomássemos café da manhã as 7:03, para agilizarmos o passeio. No entanto, saímos quase duas horas depois (com as malas arrumadas, na porta da pousada, ele não sabia se ficaríamos naquela mesma pousada, ou se partiríamos para a outra, em Ponte Alta, porque tinha surgido algum problema, que ele não verbalizou qual era... aliás, nunca vimos um guia tão quietinho... quase não falava, respondia o essencial... questionei para o grupo que estava com ele no carro se estava tudo bem, e nos disseram que ele falou que trabalhava como agente penitenciário, e devido à idade um pouco avançada, estava cansado, faria só mais uma expedição (já agendada para o dia 15/02/2018) e depois se aposentaria da função de guia. Jalapão não era mais para ele. Percebemos.

 Acabamos ficando na mesma pousada... nem as camas foram arrumadas ou as toalhas trocadas, porque a proprietária disse que não sabia que ficaríamos mais uma noite... desorganização total!

 Num dos principais pontos turísticos (“Dunas do Jalapão”) seguimos o guia do outro carro por mais de uma hora e meia e não pudemos entrar no atrativo (parque), pois eles não eram guias e como chegamos exatamente 17:30 (e o parque fechava esse horário para a entrada de visitantes), o policial não deixou prosseguirmos (os carros das outras agências entraram, sem problemas, pois disseram que eram particular, ou seja, bastaria termos usado essa palavra: “particular”, que teríamos entrado). Desconhecíamos esse procedimento e ficamos do lado de fora... sem pôr do sol nas dunas! Rodamos setenta quilômetros pra nada!

 Não havia um plano B para os imprevistos! Era assustador! Uma seqüência de erros previsíveis e aceitáveis para quem estava indo para os atrativos do Jalapão pela primeira vez! Não para uma viagem planejada tantos meses antes com uma operadora de turismo e com um investimento tão alto... afinal, R$ 4.320, para nós, é muito dinheiro!

 Até um cabo meu marido teve que improvisar a noite, num fervedouro, pq acabou a bateria do carro que estava o guia (e nem cabo auxiliar de partida eles tinham)... parece brincadeira ou exagero, né? Como alguém vai para o meio do nada sem nenhuma infra?

 E... para fechar com chave de ouro (#sqn)... na última noite, não tínhamos pousada... primeiro falaram que ficaríamos na pousada que havia sido servido o jantar... depois mudaram para uma outra pousada... fomos para lá e também não havia vaga... por fim... acabamos na casa de uma mulher amiga da dona da segunda pousada (sem ar condicionado, sem ventilador)... quase 22h da noite, a proprietária da casa varrendo, passando pano e procurando as toalhas para nos disponibilizar... seria engraçado, se não fosse trágico!

 O motorista não dormiu, porque não tinha onde dormir e se recusou de ficar na casa conosco, estava extremamente envergonhado... no dia seguinte, enquanto fomos conhecer um atrativo, ele tirou um cochilo no carro mesmo... olha que perigo... na volta para Palmas era nítido o cansaço dele ao volante... conversei quase que o caminho todo com medo de ele dormir enquanto dirigia...

 Os lanches eram outra piada a parte: paçoca esfarelada, chocolate BIS derretido, sucos e águas quentes, frutas pretas e amassadas (calor e pancadas). O alimento que se salvou foi o amendoim de pacotinho (industrializado)...

 Para vocês terem ideia... montamos um grupo no whattsapp afim de trocar fotos... o nome? “Presunto verde” – cor do embutido que fora comprado no penúltimo dia e passara sem refrigeração, no banco da frente do carro. Obviamente, ninguém comeu o produto sem refrigeração.

 No último dia, o nosso motorista e o guia que seguíamos não tinham dinheiro para o almoço do grupo, para o gelo ou para a gasolina... pegaram R$ 100 emprestado do turista do outro carro para pagarem o café da manhã e fizeram fiado no posto de gasolina no retorno à Palmas. Mais uma vez... falta de planejamento! Não possuíam nem cheque (lá é aceito em muitos estabelecimentos que passamos)!

 Pedimos para o guia uma reunião com o proprietário da agência/ operadora “Jalapão Selvagem”, ou algum responsável, assim que chegássemos a Palmas, para relatarmos todo o ocorrido na viagem, juntamente com o motorista e o pessoal do outro carro, uma vez que ficamos incomunicáveis no Jalapão (wi-fi não funcionava ou a proprietária da pousada desligava às 21h o equipamento para economizar!), inclusive voltamos antes de terminar o roteiro pq estava tudo atrasado e corrido (horário previsto de chegada em Palmas passou de 18h para 23h... mas, para a nossa infelicidade, ao chegarmos ao destino final, não havia nenhum representante da agência para conversarmos, conforme o guia prometera. Ao questionarmos o que aconteceu, mais uma vez: silêncio!

 Uma viagem corrida, sem planejamento, tumultuada... chegávamos aos atrativos, ficávamos um pouco, já tínhamos que correr... pq devido a tanta desorganização, sempre estávamos atrasados, aproveitávamos o mínimo possível.

 Enquanto isso... as outras agências seguiam seus roteiros tranquilamente, apenas enfrentando os imprevistos comum à região e esperados nesse tipo de destino/ viagem... inclusive tinha um outro carro dessa mesma agência, que saiu depois de nós de Palmas e estava com o roteiro em dia... o guia deles até “brincou” conosco, quando nos encontramos num restaurante: “Deus me livre ter que esperar vocês ou ficar desatolando um carro 4X2... atraso de vida, atrasa demais o roteiro”! Realmente, ele tinha razão! Constatamos na pele e nos quatro dias de viagem que mais pareciam uma série com várias temporadas, e com muitos episódios!

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