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Curitiba Fórum: Fim de semana em Curitiba com bebê - relato de viagem

Belo Horizonte, MG
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Fim de semana em Curitiba com bebê - relato de viagem

Antes de fazer essa viagem, postei um pedido de sugestões e fui bem atendido. Agora, para ser útil a futuros interessados em viagem com bebê a Curitiba, relato brevemente a viagem que fiz.

Dia 1: Saímos de Belo Horizonte pelo aeroporto de Confins em voo da Azul que decolou às 7:08. Para chegar ao aeroporto, utilizamos táxi (82,00), uma vez que o horário impedia fazer o trajeto com ônibus levando nossa bebê. Pousamos no aeroporto no horário previsto, antes das 9:00. Tomamos o ligeirinho aeroporto sem problemas. Fomos sentados e descemos na estação tubo Rodoferroviária, de onde caminhamos até o Shopping Estação. A primeira dificuldade foi constatar que a sinalização para pedestres em Curitiba está deficiente. Faltam faixas de pedestres e semáforos. Bom, o referido Shopping foi escolha certa, já que conta com um excelente fraldário com microondas, cadeirão, poltronas, água etc... Aproveitamos para comer ali também. Depois, fomos ao nosso hotel utilizando a linha 203, da estação praça Eufrásio Correa até a região do Batel. Ficamos no Harbor Hotel Batel (resenha já publicada). Nova constatação ruim: as calçadas do bairro Batel são péssimas para carrinhos de bebê. São pedras irregulares que tornam a caminhada lenta e cansativa para os braços do pai aqui. Bem, depois de descansar um pouco no hotel, resolvemos nos aventurar logo em uma ida ao Jardim Botânico. Como já havia pesquisado o trajeto, foi fácil: tomamos o 203 na av. sete de setembro, descemos na tubo Eufrásio Correa e tomamos o 301 (podia ser 302 ou 303 também). Dessa vez, descobrimos que podíamos entrar nos tubos com o bebê no próprio carrinho. Isso foi bom. Mas descobrimos também como esses tubos se transformam em fornos ao sol. Era dia de temperatura recorde por ali (35,7graus). O Jardim Botânico (resenha publicada) é lindo, mas o sol castigava demais. Ficamos pouco tempo. Falta opção para comer! A volta foi como a ida, mas passamos no supermercado Mercadorama da sete de setembro. Voltamos para o hotel abastecidos. Tivemos problema no restaurante do hotel, conforme relatado na resenha.

Dia 2: Saímos pela manhã rumo ao centro histórico (resenha em breve). O paço da liberdade estava fechado. É bonito por fora, mas nada extraordinário. Quanto ao largo da ordem: Decepção. Estava sujo, cheio de pichações, mendigos suspeitos e quase ninguém andando por ali. Era sábado! Embora seja minúsculo, a arquitetura rende boas fotos. Fomos andando para o Passeio Público (res. em breve). Ali é bom porque tem sombra. Ah, as calçadas do centro são bem melhores que as do Batel. Voltamos usando tubo novamente. No sábado estava mais tranquilo. Mas NEM TODOS OS ÔNIBUS INFORMAM A PRÓXIMA ESTAÇÃO e é quase impossível ler o letreiro nos tubos de dentro do ônibus. Para quem não conhece a cidade, resta perguntar. Dizem que curitibanos são fechados, mas no nosso caso tínhamos a bebê como arma secreta. Todos foram cordiais.

Dia 3: Caminhamos perto do hotel até a praça da Espanha, onde porcos haviam deixado muito lixo na noite anterior. Fomos encontrar com amigos logo depois do almoço. Ponto de encontro: MON. Tiramos foto do prédio Olho e seguimos para o bosque polonês. Muito bom esse bosque. Trilha gostosa, bancos de sobra, sombra...Colocamos a prosa em dia e voltamos para o MON. Pagamos a entrada de 6,00 por pessoa e fomos conhecer o Olho por dentro. Nada de mais. O Olho, inclusive, é cego. Não se vê nada do lado de fora. Mas valeu conhecer esse monumento do Niemeyer.

Dia 4: Fomos almoçar na casa daqueles mesmos amigos, que fica numa cidade da região metropolitana. Chegar lá de ônibus não foi fácil. Tomamos um troncal no tubo até a estação Pinheirinho e dali rumamos em ônibus convencional. Na estação Pinheirinho um segurança me xingou grosseiramente por estar no caminho. E olha que eu estava com a bebê no carrinho e não havia qualquer indicação de que se tratava de um caminho. A grosseria com as pessoas que moram na periferia deve ser uma prática normal em Curitiba também. Lamentável! Os amigos nos receberam super bem e nos levaram ao aeroporto.

Foram poucos dias e não dava para exagerar na andança por causa da bebê. Mas valeu a pena, mesmo com os problemas.

O que achei de Curitiba?

1) O sistema de transporte está velho já. As estações tubo são absurdamente quentes. Os trocadores deveriam procurar os Direitos Humanos. O usuário de fora pode ficar completamente perdido sem informação. Há mapa de estações nos tubos, mas não no interior dos ônibus! E nem todos avisam sobre a próxima parada.

2) A cidade definitivamente NÃO é amigável com os pedestres. Falta sinalização, falta passeio bom, e os motoristas já não respeitam as faixas!

3) A prefeitura não cuida de seu patrimônio, que é lindo. Lugares bacanas estão pichados e esquecidos.

4) Se os porcos sujam a praça da Espanha todos os sábados pela noite, já que havia logo cedo um gari incumbido de limpá-la, por que é que ninguém toma atitude para controlá-los? Há lixeiras na praça, mas falta educação.

5) A cidade deve ser melhor vivenciada em dias mais amenos ou mesmo mais frios.

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1. Re: Fim de semana em Curitiba com bebê - relato de viagem

Cesamr,

Muito bom o seu relato, como curitibano adoro conhecer as percepções das pessoas de fora da cidade, pois uma vez inserido num ambiente é difícil analisá-lo. Não irei comentar detalhadamente o seu post, quero poupar os nossos leitores doTA. Mas muitas vezes vemos uma árvore e descrevemos como a floresta é. Alguns exemplos, em todo o lugar você encontrará pessoas educadas e também as mal-educadas, independentemente se é da região metropolitana ou de um bairro rico de Curitiba. Já morei em Pinhais e moro próximo da Praça da Espanha e Batel - onde encontrei todos os tipos de pessoas.

O sistema de transporte precisa melhor, é verdade; as estações tubos são um forno, correto - mas quais são os parametros que devemos comparar - São Paulo, Rio, BH, Londres, Paris, Suiça?

As calçadas são realmente terríveis, mesmo em bairros considerados nobres.

Voltando a Praça da Espanha, talvez ela mereça uma outra chance - visite-a sábado a tarde - crianças, música ao vivo, piquinique na grama, carros antigos e com este calor muitas Paletas Mexicanas (helados), nova mania curitibana.

O largo da Ordem nos apresenta aos domingos pela manhã uma das melhores feiras de rua que conheço, melhor que as de NY por exemplo.

A prefeitura cuida, e muito, do patrimonio público, inclusive com inúmeras campanhas educativas - mas não se muda a educação de um povo da noite para o dia, o mesmo deve acontecer com a sua cidade.

Embora Curitiba seja exemplo para muitas cidades do Brasil, ela continua sendo uma cidade brasileira com todos os problemas inerentes às nossas cidades.

Abraços!

Belo Horizonte, MG
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2. Re: Fim de semana em Curitiba com bebê - relato de viagem

Cordeiro,

Obrigado pela atenção.

Queria só esclarecer que quando falei sobre a falta de educação na estação Pinheirinho, eu me referi ao fato de que as pessoas das regiões mais pobres são tratadas com falta de educação, e não que são, em geral, mal educadas. Não imagino um segurança do Pátio Batel falando de forma semelhante com alguém que esteja por ali. Em geral, quando as pessoas pensam que estão tratando com pessoas simples, descuidam da gentileza e tato. Quando pensam que estão tratando com pessoas mais instruídas, têm mais cuidado, pois lembram que pode haver cobrança, consequências.

Concordo com você no geral. Vi muito pouco de Curitiba. Mas minha decepção é grande por causa justamente da propaganda que se faz por aqui dessa cidade diferente. Anos atrás, um candidato a prefeito de BH usava imagens do transporte público de Curitiba para propor algo semelhante por aqui. Parecia maravilhoso! Então, o parâmetro que utilizei na comparação não foi BH nem Londres, mas a Curitiba propagandeada por estas bandas de cá. Claro, na verdade, sem metrô não há solução de mobilidade para nenhuma cidade.

Sobre a prefeitura cuidar do patrimônio, não é o que parece pelas pichações em pontos de grande importância e interesse, como a própria praça da Espanha ou aquele coreto no Largo da Ordem. Aqui em BH, há pichações por todos os lados, mas se picham a Igrejinha da Pampulha, estará limpa em dois dias.

Mas, enfim, espero retornar para visitar outros tantos lugares que parecem interessantíssimos, como a Ópera de Arame. Estou certo, também, que é papel da população cobrar das administrações municipais, para que os problemas específicos não fiquem escondidos detrás das virtudes que certamente há, mas que sejam identificados e resolvidos cabalmente. A qualidade de vida da população depende disso.

Grande abraço!

Cesar

3. Re: Fim de semana em Curitiba com bebê - relato de viagem

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Removido em: 16 de Fevereiro de 2015, 5:21 am
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